6.5.15





DEPRESSÃO; O mal do século
O problema afeta o humor, as funções orgânicas e o comportamento de milhões de pessoas no mundo. As mulheres são as vítimas favoritas. Mas, com ajuda médica, é possível reverter o quadro
Parece que a vida perdeu a graça, nada dá prazer, a vontade de trabalhar desapareceu e o mal-estar e a tristeza são companheiros constantes. Se você enfrenta situação semelhante, fique atento - pode ser depressão. Este problema, que atinge 17% da população mundial, ainda apresenta muitos outros sintomas, como irritabilidade, alterações no sono, dificuldade de concentração e até problemas intestinais.
A depressão é uma doença grave e só no Brasil afeta 36 milhões de pessoas. Estudos apontam que no mundo todo 25% das mulheres contra 15% dos homens poderão sofrer com o problema. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) trata- se da segunda maior causa de perda de qualidade de vida e, no ano de 2020, será tão comum quanto a dor nas costas.
Muitas pessoas que sofrem com o distúrbio nem se dão conta de sua existência. Uma pesquisa envolvendo pacientes e médicos mostrou que, antes do diagnóstico, 72% dos pacientes com depressão severa não conseguiam identificar sintomas físicos como sinais típicos da doença, embora 79% tenham revelado que já chegaram a procurar ajuda justamente por causa desses incômodos.
Um artigo publicado na revista científica Diabetes Care mostrou os resultados de estudos realizados na Universidade de Alberta, no Canadá. Entre outras constatações que assustaram os médicos, verificou-se que a depressão pode elevar em 25% o risco de a pessoa desenvolver diabetes tipo 2.
Na entrevista a seguir, o psiquiatra Eduardo Tancredi Pinheiro, chefe da equipe de psiquiatria do Hospital Paulistano (SP) e diretor da Unidade de Pesquisa em Psiquiatria e Neurologia (UPPSIQ) explica tudo sobre a doença.
1- Qual a diferença entre tristeza e depressão?
É comum a pessoa confundir tristeza e baixo-astral com depressão. Muitos se dizem deprimidos quando, na verdade, passam por um processo no qual a tristeza é o sentimento preponderante. Todos nós passamos por dificuldades, estresse, perdas. Ficamos tristes quando temos razões para tal - a perda de uma pessoa querida, uma desilusão no amor, uma decepção no trabalho, uma frustração... Tristeza é um sentimento, assim como a alegria, a raiva e a frustração. Os sentimentos têm motivos, causa e relação com situações cotidianas. Já a depressão é uma doença e não um estado de espírito. Diferente dos sentimentos normais, a depressão é justamente a incapacidade de relacionar o sentimento com a situação que vive. Ela pode até vir acompanhada de tristeza, mas nem sempre esta é a característica principal. A depressão é a incapacidade de sentir prazer, de sentir-se feliz, independente de haver ou não motivo para isso.
2- Quais são os sintomas característicos de um quadro depressivo?
A depressão pode se manifestar de várias formas, dependendo da pessoa que é acometida. Mas alguns sintomas característicos acontecem com maior freqüência. São eles:
Tristeza persistente durante a maior parte do dia, na maioria dos dias.
Desânimo, cansaço, indisposição.
Perda da capacidade de sentir prazer por coisas que normalmente sentia, seja no trabalho, no lazer ou na vida sexual.
Ansiedade, preocupação exagerada, insegurança, indecisão.
Sentimentos de desesperança, pessimismo, culpa, incapacidade, desamparo e solidão.
Alterações de sono - tanto insônia como excesso de sono.
Alterações de apetite - falta ou excesso.
Irritabilidade, inquietação.
Dificuldade de concentração.
Sintomas físicos como dor de estômago, dor de cabeça, dores musculares e articulares.
Alterações intestinais.
3- O indivíduo tem idéia de que está com depressão?
Hoje as pessoas têm mais acesso a informações sobre depressão e outros transtornos da mente mas, em geral, aquela que está doente tem mais dificuldade em identificar os sinais. Muitas vezes até procura explicações em situações vividas ou busca ajuda de outros especialistas médicos por valorizar sintomas que são freqüentes em outras doenças, protelando o diagnóstico correto.
4- Por que as mulheres sofrem mais de depressão?
Elas têm riscos duas vezes maiores do que os homens de desenvolverem uma doença depressiva. Aponto especialmente duas explicações: as oscilações dos hormônios em períodos prémenstruais, gestacionais e de menopausa; e, apesar de estarmos em pleno século 21, elas ainda sofrem uma carga de opressão sócio-cultural muito grande, especialmente no mundo subdesenvolvido.
5- O que significa depressão pós-parto?
Trata-se do estado depressivo que se instala no período puerperal, ou seja, as primeiras semanas que sucedem o parto. Mas nem todas as mulheres estão sujeitas ao distúrbio. Devemos considerar que ele ocorra por predisposição genética, gestações e partos complicados, por fatores orgânicos e sócio-culturais. E deve-se tomar muito cuidado, pois nesses estados há uma série de riscos para a mãe e também para a criança.
6- A depressão também atinge os idosos?
Ela pode ocorrer em qualquer faixa etária e certamente nos idosos com grande freqüência, por uma série de fatores que acompanham a idade avançada: aposentadoria, evolução e incidência maior de doenças crônicas, incapacitação física e preconceito sócio-cultural. O idoso, normalmente, também sente-se mais próximo da morte.
7- Existem gatilhos que disparam as crises?
Sim. Perdas, frustrações, doenças graves e crônicas, além de outros fatores estressantes estão relacionados ao desencadeamento de quadros depressivos, apesar de não necessários para que se desenvolva uma depressão.
8- Qual é a influência do clima sobre a depressão?
No Brasil, o clima é tropical, fica mais difícil perceber a influência da variação da temperatura sobre a incidência da depressão. Mas em países onde as estações são bem definidas, como no hemisfério norte, nos períodos de inverno quando comumente os dias são mais curtos e onde as pessoas acabam se isolando socialmente, há maior incidência de casos.
O estado depressivo pode se instalar nas primeiras semanas após o parto comprometendo a relação entre mãe e bebê
9- Pode-se nascer com predisposição para desenvolver a doença?
Sim. A depressão é conhecida como doença multifatorial, ou seja, várias causas colaboram para a existência de um quadro depressivo. A herança genética é um dos fatores mais importantes. Sabe-se que o fato de ter pais com depressão aumenta a chance de os filhos desenvolverem a doença. Porém, é bom frisar que a herança genética é importante, mas não é uma condição única para o aparecimento do quadro.
10- A depressão é uma alteração bioquímica do cérebro?
Com o avanço das pesquisas sobre o cérebro na década passada, sobretudo as pesquisas de neuroimagem cerebral, conseguiu-se estabelecer uma relação direta dos sintomas depressivos com alterações da neurotransmissão cerebral. É por isso que com o avanço das pesquisas os laboratórios puderam desenvolver drogas cada vez mais eficazes.
11- Como a doença era tratada antigamente e como é hoje?
Já na antigüidade encontramos formas de tratamento para o que chamamos hoje de depressão, desde prescrições hipocráticas de dietas, preparados medicinais e repouso em verdadeiros templos onde era chamada a interseção divina até a extração craniana da chamada pedra da loucura na Idade Média. Com o surgimento da psiquiatria como especialidade médica, muitos procedimentos foram se desenvolvendo. E drogas modernas foram criadas, surgiram os antidepressivos seletivos, com grande eficácia terapêutica e poucos efeitos colaterais. Na atualidade há ainda a Estimulação Eletromagnética Transcraneana, feita em alguns grandes centros e esboçando resultados favoráveis. A todo o arsenal médico unem-se as formas de psicoterapia, sendo a mais conhecida a psicanálise freudiana, a assistência social e a terapia ocupacional que são muito significativas nos tratamentos.
12- Quais são os principais efeitos colaterais da medicação?
Eles dependem muito do tipo de droga utilizada. Entretanto, náuseas, vômitos, cefaléia, diarréia ou obstipação, insônia ou sonolência, vertigens, anorexia ou aumento do apetite, tremores e boca seca são freqüentes. Na maioria das vezes, porém, estes sintomas são passageiros e suportáveis, não impedindo o desenvolvimento do tratamento. Uma piora do quadro depressivo no início do tratamento também é possível de acontecer.

13- Os remédios demoram para fazer efeito?
Sim, normalmente os tratamentos medicamentosos demoram entre duas e quatro semanas para fazer efeito. Isso, aliado a possibilidade de efeitos colaterais iniciais, contribui para um grande índice de abandono de tratamento nesta fase. A orientação e a segurança passada pelo médico na primeira consulta são fundamentais para que o paciente supere o período inicial.
14- Como ficam as relações afetivas?
Em geral, pela dificuldade que as pessoas têm de compreender a depressão, há um comprometimento grande desses relacionamentos.
15- Quanto tempo pode demorar uma crise de depressão?
Quando não tratada, é capaz de durar anos. Considera-se, para fins de tratamento, que a crise de depressão dura em torno de seis meses e por isso estabelece-se um mínimo de tempo de tratamento - de seis a 12 meses.
16- Como a família pode ajudar?
O primeiro auxílio e de maior importância é a tentativa de entender a doença para não atribuir culpa ao paciente. Muitas vezes, com a intenção de ajudar, os familiares acabam sobrecarregando de estímulos o indivíduo que já está com dificuldade de lidar com os próprios sentimentos. O melhor a fazer é participar do tratamento, sem preconceitos, procurando ajuda de um profissional especializado para obter informações e entender as fases do tratamento.
17- A atividade física ajuda no tratamento?
Sempre, já que é uma forma de estabelecer equilíbrio físico. Porém, não adianta querer que uma pessoa que não tem o hábito de freqüentar uma academia passe a fazê-lo, só porque está deprimida.
18- A depressão pode tornar uma pessoa incapacitada para o trabalho?
A doença é uma das maiores causas de faltas e de perda de produção no trabalho. Em uma população profissionalmente ativa, os índices de depressão chegam a ser maiores do que na população geral (alguns estudos falam em 17%). Em casos crônicos, não é improvável que a pessoa perca a capacidade para o trabalho de forma irreversível.
19- Existem formas de prevenção?
Elas seriam: manter uma vida com relações saudáveis, encontrar o equilíbrio entre trabalho e lazer, simplificar os problemas, e ter menor auto-exigência. E, sobretudo, estar alerta para os sintomas, evitando que o quadro evolua.


DOIS PESOS E UMA MEDIDA
A legislação que regula a aposentadoria por invalidez é contrária ao princípio que norteia o Direito, que é o da JUSTIÇA!!
Nóbrega (Idem, 2007, 49), ilustre filósofo paraibano cujas lições lapidares se irradiaram por todo país, propôs um noção de justiça que consideramos irretocável:
“A Justiça é o elemento moral do direito, moral no sentido de espiritual, de teleológico; e é seu princípio e fim, pois sem ela não se conceberia o direito, que existe tão só como meio, ou técnica de realizá-la. Não é possível defini-la com precisão, pois como todo conceito-limite, escapa à formulação lógica. Podemos alcançá-la como valor, através da via emotiva; mas a emoção não é redutível ao pensamento. Mesmo o homem do povo tem o sentimento claro do que é justo, como sente o encanto de um pôr do sol, a doçura de uma melodia, embora lhe escape o significado da justiça e da beleza.
A justiça ‘é o horizonte na paisagem do direito’, horizonte que é ao mesmo tempo um limite para a paisagem e um ponto de referência para apreciá-la. A paisagem é penetrada de horizonte e vive da claridade que dele flui; o direito é encarnação da justiça e só tem visa e sentido quando visto à sua luz.
Em concordância com o acima exposto como podemos aceitar que uma lei use de um peso e duas medidas? me refiro aos dois tipos de aposentadoria: Aposentadoria por invalidez e aposentadoria por tempo de serviço
Na primeira, não houve o desejo expresso do trabalhador em se aposentar. O próprio INSS o aposentou por entender que o mesmo, seja por doença grave ou acidente etc.. não tem mais condições de trabalhar. No segundo caso o trabalhador se aposenta por ato expresso de vontade e gozando de plena saúde podendo ainda trabalhar no que quiser aumentando, assim, seus rendimentos. Sua aposentadoria é calculada e ele recebe o teto máximo do valor pago pelo órgão em questão. Já aquele trabalhador que sem esperar e querer é acometido de doença grave e se torna inválido não podendo mais trabalhar, vive apenas de sua aposentadoria que é ceifada pelo Imposto de renda e pelos cálculos de tempo de serviço ou idade mínima para sua aposentadoria. Este cálculo é explicitamente INJUSTO, visto que são duas situações diferentes.Ainda mais , levando- se em conta que ao ser portador de doença grave este trabalhador precisará custear seu tratamento o que onera ainda mais sua renda.


FAÇA O TESTE E CONFIRA SE VOCÊ É UMA VÍTIMA DA DEPRESSÃO
Quanto mais cedo você buscar tratamento maior as chances de cura.....
Obs: Um sinal isolado não basta para o diagnóstico de depressão. A doença se caracteriza por um conjunto de sintomas.
Nas duas últimas semanas, você teve alguns dos problemas abaixo quase todos os dias?
1. Teve dificuldade para iniciar o sono, ou mantê-lo, ou está dormindo excessivamente?

Sim
Não
2. Sentiu-se cansado(a) ou teve pouca energia?

Sim
Não
3. Apresentou falta de apetite ou fome em excesso?

Sim
Não
4. Apresentou pouco interesse ou prazer em fazer as coisas, como se vestir bem ou cuidar da higiene pessoal?

Sim
Não
5. Sentiu-se triste, deprimido(a) ou sem esperança?

Sim
Não
6. Sentiu-se mal em relação a si próprio(a), fracassado(a), culpado(a)? Ficou ou deixou sua família triste?

Sim
Não
7. Apresentou problemas para se concentrar em tarefas como ler jornais, cozinhar, cuidar da casa ou ver TV?

Sim
Não
8. Apresentou "esquecimentos", ou seja, perda de memória para acontecimentos recentes, como por exemplo, o que comeu no café-da-manhã?

Sim
Não
9. Esteve tão excitado(a) a ponto de ficar agitado(a), movimentando-se muito?

Sim
Não
10. Esteve mais lento(a), sem movimento, quase em estado de inércia?

Sim
Não
11. Nos últimos dois anos, sentiu-se freqüentemente triste, com pouco interesse em fazer qualquer coisa?

Sim
Não
12. Nos últimos dois anos, teve dificuldade em lidar com o trabalho ou com as questões familiares?

Sim
Não
13. Nas últimas duas semanas, você teve pensamentos de que seria melhor se estivesse morto(a) ou ferir alguém de algum modo?

Sim
Não
14. Nas últimas duas semanas, você teve períodos de auto-agressão, automutilação ou planejou cometer suicídio?

Sim
Não

Resultado
Se você respondeu SIM a sete ou mais perguntas, entre as quais obrigatoriamente as de número 4 e 5, é bem provável que você esteja com depressão. Nesse caso, procure um psiquiatra.

16.9.14

Combatendo a Ansiedade

Sete alimentos que combatem a ansiedade
Ricos em vitaminas e aminoácidos, eles melhoram a tranquilidade e a disposição
Leite, ovos e derivados magros: Eles são uma ótima fonte de um tipo de aminoácido, o triptofano, que alivia os sintomas de ansiedade. De acordo com a nutricionista Rosana Farah, uma vez no cérebro, o triptofano aumenta a produção de serotonina, o hormônio da felicidade, que é um neurotransmissor capaz de relaxar e dar sensação de bem-estar. A especialista recomenda o consumo de 2 a 3 porções por dia deste grupo de alimentos.
Carboidratos: Os carboidratos, provenientes dos cereais na sua forma simples e integrais, e das frutas mais adocicadas, também podem combater a indesejada ansiedade. "Eles elevam o nível de açúcar no sangue, dando energia, bem-estar e disposição", explica Rosana Farah. Pães, arroz, aveia, feijão, massas, batata, mel, jabuticaba, uvas, maçãs fazem parte deste grupo alimentar. A quantidade recomendada é de 6 a 9 porções diárias.
Frutas cítricas: Estudos comprovaram que a vitamina C, presente nas frutas cítricas, diminui a secreção de cortisol, hormônio liberado pela glândula adrenal em resposta ao estresse e à ansiedade e responsável por transmitir a notícia de estresse para todas as partes do corpo. Seu consumo promove o bom funcionamento do sistema nervoso e aumenta a sensação de bem-estar. "Vitaminas e minerais, como a vitamina C, por exemplo, são perdidas nos quadros de estresse e ansiedade, além de queda de açúcar no sangue (hipoglicemia). Por isso, existe a necessidade de suprir essas carências", ressalta a nutricionista Rosana Farah, membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade.
Banana: Um estudo feito por pesquisadores do Instituto de Pesquisas de Alimentos e Nutrição das Filipinas comprovou que esta fruta ajuda no combate da depressão e alivia os sintomas da ansiedade. Graças ao alto teor de triptofano qua a fruta carrega, ajudando na produção de serotonina.
Carnes e peixes: Eles são a melhor fonte natural de triptofano, aminoácido que em conjunto com a vitamina B3 e o magnésio produzem serotonina, um neurotransmissor importante no processo do sono, do humor e que regula os níveis de ansiedade. Além disso, as carnes e peixes contêm outro aminoácido chamado taurina. Esta substância aumenta a disponibilidade de um neurotransmissor chamado GABA, que o organismo usa para controlar fisiologicamente a ansiedade. "A recomendação diária em relação às carnes é de 1 a 2 porções, dê sempre preferência às carnes brancas e magras", recomenda a nutricionista Rosana Farah.
Chocolate: O chocolate é rico em flavonoides, um tipo de antioxidante que favorece a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar e que melhora o humor, reduzindo a sensação de ansiedade. explica a especialista em nutrição clínica e gastronomia, Rosana Farah. O recomendado são 30 gramas de chocolate por dia. E de preferência ao chocolate amargo, bem menos calórico e mais rico em flavonoides.
Espinafre: O espinafre contém folato (ácido fólico), que é uma potente vitamina antidepressiva natural. Segundo a nutricionista Rosana Farah, ele combate a ansiedade, pois quando está em baixas concentrações no organismo também diminui os níveis cerebrais de serotonina. Além disso, segundo um estudo da Universidade da Califórnia, o cérebro consome muita energia para funcionar e isso resulta na sobra de resíduos químicos oxidantes. É neste momento que alimentos, como o espinafre, começam a trabalhar para eliminar as substâncias em excesso, "desenferrujando" o cérebro.

14.9.14

Quem sabe um dia...


Um dia você vai perceber que sou sua amiga. Que o fato de não está presente em diversas ocasiões e não aceitar convites para festas, casamentos, barzinho, almoços e tantos momentos que você me convidou e que eu não compareci, não foi por falta de amor e de respeito a você. Só não fui porque não pude. Infelizmente você não compreendeu! No seu lugar eu também não compreenderia..mas se você parar um pouco pra entender que Depressão é uma doença que me impede de viver tantas coisas boas e conviver com pessoas incríveis como você,
e que  sofro muito em não poder participar de momentos fantásticos que não se repetirão e ainda me culpo por mim e por você também., Então quem sabe um dia você me convida e eu irei? basta estar bem. Eu gostaria só que você me compreendesse e me aceitasse com minhas limitações que são muitas. Me perdoando pelas ausencias e me amando assim como eu te amo!

3.9.14

Depressão Infantil


Atenção Pais e professores! A Depressão Infantil existe e pode ocasionar queda no rendimento escolar da criança.

A depressão infantil é um transtorno que afeta diretamente o emocional da criança, acarretando em danos na área afetiva, social e acadêmica. Uma vez que a criança se encontra depressiva, podemos observar os seguintes sintomas:

· Apatia;
· Melancolia;
· Anedonia (principalmente a falta de interesse pelas brincadeiras dos colegas da escola, como também o desânimo para executar as tarefas escolares);
· Choros desmotivados;
· Irritação;
· Hiperatividade;
· Queixa de dores abdominais, cefaléia;
· Pensamento suicida etc.

Quando a criança em idade escolar apresenta tais sintomas, podemos de imediato perceber que há algo errado, pois seu rendimento escolar começa a cair, suas tarefas são inacabadas ou realizadas sem muito interesse e de forma lenta, chora por qualquer motivo, prefere isolar-se do grupo, algumas apresentam mãos frias (sudorese), fácies depressiva, irritação, algumas vezes o comportamento hiperativo, déficit de atenção, pensamento distante, esquecimento, entre outros.

Todos estes comportamentos são observáveis através de uma boa anamnese e da avaliação psicológica. Mas é importante salientarmos que no âmbito escolar, muitas vezes, estas crianças passam despercebidas, pois não atrapalham as aulas e estão sempre "bem comportadas, quietinhas, não fazem barulho nem atrapalham a dinâmica na sala de aula"; isto é, não prejudicam o andamento das aulas, portanto, para que mexer com quem está quieto? (Barbosa, Gaião e Barbosa, 1999).
Como podemos observar, a DI em nosso meio pode estar presente de forma mascarada, inicialmente, afetando diretamente o rendimento escolar, o desenvolvimento normal e a sociabilidade da criança. Assim, devemos de imediato iniciar a intervenção nesta criança, com o intuito de não prejudicá-la ainda mais ou prorrogar o sofrimento da mesma.
Um ambiente familiar desestruturado, caótico, caracterizado por casais com problemas conjugais, levando-os à separação, crise financeira, divórcio, recasamento, abandono por um membro familiar, maus-tratos e outros fatores, além de uma cobrança exagerada por parte dos pais e da sociedade em relação ao desenvolvimento da criança, são fatores que acarretam o desencadeamento da depressão infantil. Além do mais, o desenvolvimento tecnológico, o corre-corre dos profissionais e a necessidade de manutenção dos pais, sobretudo se ambos trabalham, faz com que estas crianças fiquem prejudicadas por falta de contato com os pais, não permitindo que haja um vínculo afetivo positivo, fazendo com que desenvolvam transtornos que afetam seu desenvolvimento normal, sendo a depressão infantil um deles, a qual irá afetar diretamente o desenvolvimento psicossocial e acadêmico da criança.
A depressão infantil é caracterizada pela presença dos sintomas abaixo, podendo estes apresentar-se de forma mascarada:
· Baixo desempenho escolar;
· Pouca capacidade para divertir-se (anedonia);
· Sonolência ou insônia;
· Mudança no padrão alimentar;
· Fadiga excessiva;
· Queixas físicas;
· Irritabilidade;
· Sentimentos de culpa;
· Sentimentos de desvalia, depressivos;
· Ideação e atos suicidas;
· Choro;
· Afeto deprimido;
· Fácies depressiva;
· Hiperatividade ou hipoatividade.

Todavia, temos observado grande número de separações entre os casais, o qual vem desencadeando problemas de ordem emocional ou problemas na área acadêmica de seus filhos. Atualmente, a depressão infantil é forte candidata ao insucesso acadêmico dessas crianças.

Em muitas crianças a causa do problema depressivo reside no comportamento dos pais. Existem pais que não poupam os rebentos das crises conjugais, envolvendo-os em seus conflitos ou achando que os menores não têm olhos nem ouvidos. Isso não é absolutamente verdadeiro, pois as crianças possuem muita sensibilidade e uma percepção bastante aguçada.

Em situações como essa, o mais correto é manter um diálogo aberto com os filhos e tentar explicar-lhes a crise, mesmo que de forma sutil e gradativa. A melhor coisa a fazer é deixar a criança de fora e não usá-la como escudo. O transtorno depressivo pode resultar, também, da sobrecarga a que a criança moderna está sujeita. A criança entra em estado de grande estresse por causa das cobranças dos pais, da escola e dos colegas. Porém é bom ter uma noção de equilíbrio, não sobrecarregando a criança ou, por outro lado, superprotegendo a mesma, pois esta conduta é igualmente condenada e nociva.
A escola é um ambiente onde as crianças passam a maioria do seu tempo, sendo assim, também, um lugar favorável e rico em observações sobre como ocorre o desenvolvimento da criança, seja nos aspectos afetivos, acadêmicos ou sociais. Há quase cinco anos trabalhando com estas crianças e observando-as na escola, podemos observar, no decorrer desses anos, o quanto é prejudicial para o seu desenvolvimento a carência afetiva e, em muitos casos, a ausência total dos pais no desabrochar de cada uma delas; são lamentos e pedidos de ajuda que as crianças nos fazem.

Queremos, com isso, salientar a grande importância do contato, da reciprocidade, do companheirismo, da confidência, da cumplicidade e do aliar-se entre pais e filhos, pois, só assim, acreditamos, haverá o entendimento entre ambos e o próprio crescimento e desenvolvimento dos mesmos. Acreditamos, também, na força maior que é o amor materno e paterno, propiciando-lhe a participação efetiva no convívio dos pais, que só assim poderão conhecer e entender melhor a razão de ser e agir de cada criança.

Com isso, podemos dizer que o rendimento escolar e a depressão são duas variáveis que podem apresentar-se de forma interdependente, de maneira que a primeira parece gerar conseqüências a respeito da segunda e vice-versa. Isto quer dizer que, quando uma criança se deprime, uma das primeiras manifestações que nela aparecem é uma diminuição no rendimento escolar. Mas também pode acontecer o contrário: a diminuição do rendimento escolar pode fazer com que a criança se deprima. Conseqüentemente, poder-se-ia hipotetizar a formação de um ciclo vicioso entre a depressão e o rendimento escolar, ao fim do qual não se obteria outro resultado que não o insucesso escolar.

Assim sendo, é de suma importância o papel do professor como mediador entre o especialista e as manifestações que ora a criança apresenta. Pois a criança permanece, na maior parte do tempo, na companhia do professor, o qual este está sempre em contato com a mesma; conseqüentemente, o professor é o mais indicado para observar e avaliar a conduta da criança, como também seu rendimento escolar, sua sociabilidade, suas atitudes e seu desempenho no geral.

A intervenção para a DI é ampla. O médico, o psicólogo, pais e professores estarão envolvidos neste rol. Conhecer as amizades da criança, seus gostos e desejos, suas críticas e fantasias é obrigação de todos os que intervêm nesta criança. Pedir a colaboração dos pais e professores é fundamental; estimular a criança a brincar, participar de atividades recreativas e esportivas, para que possa melhorar seu humor e manter contato com outras crianças. Na DI estas atividades não estão contra-indicadas; pelo contrário, devemos estimulá-las constantemente.

Quanto à intervenção médica, fica a critério do médico o tipo de fármaco que pretende utilizar. Entre os tricíclicos, a amitriptilina tem efeitos positivos, pois, além de atuar na sintomatologia depressiva, atua também sobre os sintomas ansiosos, muito freqüente em quadros depressivos.
Entre os ISRS, a fluoxetina tem mostrado eficácia na remissão da sintomatologia depressiva. É importante que o médico saiba manusear bem os fármacos antidepressivos e usar aquele que lhe tenha proporcionado resultados positivos ao longo de sua experiência.

Efeitos colaterais em crianças que tomam antidepressivos têm sido pouco descritos, até porque as doses empregadas são mínimas; porém é prudente que o médico alerte os familiares sobre o uso das drogas e se mantenha sempre informado de quaisquer anormalidades.

Após o médico diagnosticar a depressão, a criança ou adolescente deverá ser submetida a uma avaliação psicológica, que constará de provas subjetivas, tipo desenho da família de Loüis Corman e, dependendo do caso, o emprego dos testes CAT ou TAT, além de entrevistas destinadas à avaliação da DI. Após a realização da avaliação psicológica, o psicólogo optará por um tipo de intervenção, iniciando o processo ludoterapêutico em tratando-se de crianças menores e, no caso de adolescentes, terapia congnitivo-comportamental, sempre associada à intervenção médica.

É muito importante, tanto para o médico quanto para o psicólogo, a orientação aos pais, procurando sempre conhecer a dinâmica familiar em toda a sua extensão, no sentido de buscar a causa da DI na criança e, a partir dela, fazer uma intervenção direta. Em algumas situações os pais devem, também, ser orientados no sentido de uma terapia familiar.

Não podemos esquecer de manter contato com a professora da criança. Conhecer suas atividades na escola antes da sintomatologia é muito importante. Enfim, no tratamento deveremos buscar tantas informações quantas forem necessárias, pois, somadas, em muito ajudarão os profissionais a realizar uma intervenção mais eficiente.

Uma pergunta muito freqüente dos pais é quando vai terminar o tratamento. A intervenção psicofarmacológica, caso o médico a utilize, deverá permanecer por quatro a seis meses, em caso de quadros depressivos moderados e graves. O tempo de uso do medicamento é o mesmo que o recomendado para os adultos. Deve o médico explicar aos familiares que o antidepressivo prescrito, no espaço de 10 a 20 dias, apresentará remissão de alguns sintomas e, dependendo do caso, com mais outros 15 a 20 dias estes sintomas já não estarão mais presentes. O importante, mesmo na ausência destes sintomas, é manter o tratamento medicamentoso, pois, caso se retire o medicamento, poderá haver recaída, levando no futuro a um quadro depressivo crônico.

Como vimos até agora, a DI é um transtorno real e presente em nosso meio. A prevenção passa pelo conhecimento da dinâmica familiar, pois desde os estudos de Nissen, em 1970, as causas estão muito relacionadas a problemas familiares. Como exemplo poderíamos destacar a morte de um dos pais, dos avós ou de um ente querido muito próximo; desavenças conjugais, separação, divórcio; maus-tratos intrafamiliares; filho indesejado, filho somente de um dos pais; alcoolismo e tantas outras causas que levam a criança a sentir-se fragilizada e, como resposta a esta situação, iniciar uma DI, eventualmente mascarada.

Finalmente, a importância do conhecimento do leigo sobre a DI. A partir desta informação os pais podem ajudar em muito seus filhos, quando são conhecedores de algumas informações sobre a saúde e as doenças das crianças.
A escola vai exercer um papel importante, pois quando se instala a depressão em uma criança, um dos primeiros sinais será o baixo rendimento escolar e a dificuldade em realizar as tarefas, por falta de concentração. Não desejamos que somente a partir deste momento os pais levem a criança a um profissional, pois a DI já pode estar instalada. Se os pais observarem mais seus filhos em casa, poderão notar que algo errado está ocorrendo com eles e, neste momento, buscar ajuda para estes conflitos; a intervenção sem sombra de dúvida será muito mais efetiva.

1.9.14

Pet terapia


A "Pet terapia" pode ajudar a tratar depressão, doenças cardíacas e estresse!
Na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença. O juramento dos matrimônios se encaixa muito bem na fidelidade dos animais de estimação. Inclusive, hoje a última parte pode ser levada ao pé da letra: está se tornando cada vez mais comum que os pets colaborem para a recuperação de pacientes dos mais variados casos clínicos. "A Terapia Assistida por Animais (TAA) consiste em tratamentos na área da saúde, onde um animal é co-terapeuta e auxilia o paciente a atingir os objetivos propostos para o tratamento", ensina Laís Milani, psicóloga e membro da diretoria da área de Terapia Assistida por Animais do Instituto Nacional de Ações e Terapias Assistidas por Animais (Inataa).

No Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, a entrada de bichos de estimação é liberada desde o ano de 2009, desde que autorizado pelo médico responsável de cada paciente. "Na verdade sempre existiu essa solicitação, que partia de pacientes e familiares. Como existia demanda e isso até encurta a permanência das pessoas no hospital, de acordo com diversos estudos, criamos esse fluxo e o transformamos em uma rotina, com procedimentos claramente definidos e institucionalizados", explica Rita Grotto, gerente de atendimento ao cliente do hospital.

Muitas instituições e ONGs também trabalham levando esses animais até escolas, hospitais e centros de recuperações, como no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas e Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia em São Paulo, e na APAE de Nova Iguaçu e na Casa Abrigo Betel, ambas no Rio de Janeiro. E em muitos casos o animal terapeuta não precisa ser disponibilizado por uma organização não governamental, pode ser o próprio bichinho do paciente.

Qual o animal certo para a pet terapia?
Nem todo animal nasceu para ser um terapeuta, por assim dizer. "Ele precisa ser tranquilo, ter uma personalidade que as pessoas possam abraçar, beijar e apertar, sem que ele reaja", explica o adestrador José Luis Doroci, fundador do Projeto Novo Guia. Os animais mais comuns são os cães e os cavalos, que no geral tem um temperamento mais dócil. Mas gatos, jabutis, peixes, coelhos e aves também podem e são usados nesse tipo de projeto. Até mesmo botos, cobras e aranhas, animais bem mais exóticos, são terapeutas. Quando o pet pertence ao dono, um profissional especializado em TAA pode ajudá-lo a fazer a terapia em casa com o bicho de estimação.

Animais que curam
O benefício terapêutico dos bichos já vem sendo observado há algum tempo. "Em 1955, no Brasil, a psiquiatra Nise da Silveira relatou os benefícios desta interação no convívio de seus pacientes esquizofrênicos com cães e gatos adotados pela instituição aonde trabalhava", relembra Cristiane Blanco, também psicóloga do Inataa.

Não há uma recomendação específica de quem pode ser ajudado pela pet terapia. "Qualquer paciente pode ser beneficiado, desde que não haja alguma contraindicação, como por exemplo, medo de animais, alergia ou problemas de respiração, entre outros", observa a psicóloga Fabiana Oliveira, do Instituto para Atividades, Terapias e Educação Assistida por Animais de Campinas (Ateac). Porém, alguns tipos de pacientes e alguns quadros clínicos têm um resultado já atestado. Confira quais são eles.

Estimula crianças

Diversos problemas infantis podem ser melhorados com o convívio com animais. Um exemplo é a melhora do quadro de portadores de autismo. "Elas têm muita dificuldade no contato social e a simples presença de um animal treinado associada a atividades adequadas para eles auxiliam nesse desenvolvimento", relata Paula Lopes, neuropsicóloga da Associação Brasileira de Hippoterapia e Pet Terapia (Abrahipe) e do Centro de Reabilitação Gessy Evaristo de Souza. Estudos mostram que as crianças autistas apresentam diminuição nos comportamentos negativos, como agressividade, alienação, isolamento, entre outros com a presença de cães nas seções, por exemplo.

Hiperativos também encontram benefícios com essa terapia. "O bicho pode deixar a criança mais calma, eu mesmo trabalho com uma que até diminuiu a dose do remédio", conta José Luis Dorici, professor de educação física, adestrador de cães e fundador e coordenador do Projeto Novo Guia, que trabalha com TAA há 13 anos.

Benefícios para os idosos

Os animais são usados principalmente em idosos que apresentam o mal de Alzheimer, mas não existem ainda muitas pesquisas corroborando essa relação. "Observamos, porém, que o contato com o animal proporciona alguns benefícios que podem ajudar na diminuição do impacto emocional desta patologia", descreve a psicóloga Laís Milani, membro da diretoria da área de Inataa. Entre os benefícios estão a melhora do humor, relaxamento e diminuição da agressividade e do estresse, proporcionados pela doença.

O contato é muito benéfico para pessoas mais velhas em geral. José Luis Doroci, fundador do Projeto Novo Guia, de São Carlos, observa isso na prática. "Eles podem estar estressados, revoltados, mas quando você chega com o animal, começam a contar a vida dele, falar de seus problemas e melhoram", explica o educador físico e adestrador. À longo prazo, atividades e terapias com animais podem ajudar em sintomas depressivos, aumentar a socialização de alguns idosos e ate incentivar a adesão a outras terapias.

Tratamento contra o câncer

O tratamento do câncer, principalmente quando envolve radioterapia ou quimioterapia, resulta em muitos efeitos colaterais e desgastes para os pacientes. Nesses casos, há uma grande melhora terapêutica no convívio com animais, com uma série de benefícios. "Dentre eles podemos citar a maior interação com os profissionais envolvidos no tratamento, alívio da dor e desconforto, redução da ansiedade e de sintomas depressivos, diminuição da sensação de solidão ocasionada pelo tratamento, entre outros...", lista Cristiane Blanco, psicóloga do Inatta.

Tratamento de doenças cardíacas

Há uma literatura médica extensa sobre a relação entre animais e o tratamento de doenças cardíacas. Uma pesquisa realizada pela Baker Medical Research Institute comprovou que proprietários de cães e gatos apresentam taxas menores de colesterol e triglicérides que aqueles que não tinham animais. Ambas as taxas favorecem a aterosclerose, formação de placas que entopem as artérias, possibilitando infartos e outros problemas no coração. Além disso, ter um animal de estimação faz com que pacientes com maiores riscos de problemas cardiovasculares, por apresentarem fatores de risco como fumo e excesso de peso, melhoram seus hábitos ao possuírem um animal de estimação.

"Já existe um vínculo formado entre o animal de estimação e seu dono. Há de se pensar na empatia estabelecida entre ambos, o que reforça aspectos psicológicos positivos nesta interação, pois envolve emoções, lembranças", acredita a psicóloga Fabiana Oliveira, do Ateac.

Reduz o estresse

É comprovado que o contato com os animais ajuda a liberar diversos hormônios do bem: endorfinas beta, prolactina e oxitocina. Eles todos atuam regulando as taxas de cortisol, hormônio relacionado ao estado de alerta, o que reduz o estresse. A psicóloga Laís Milani, da Inataa, relembra outros benefícios: "Estudos indicam que a interação homem-animal traz uma sensação de bem-estar e conforto, resultando na diminuição dos níveis de adrenalina, relacionado ao aumento da pressão arterial". Além disso, essa convivência libera outro hormônio, a acetilcolina, que está relacionada ao estado de tranquilidade, diminuição da pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória, todos sintomas do estresse.

Melhora o quadro de depressão

É um consenso entre os especialistas que estar com um animal de estimação aumenta a autoestima, senso de valor próprio, o estabelecimento de hábitos positivos e o interesse pelo outro. Tudo isso pode beneficiar pacientes depressivos, que apresentam problemas nessas áreas. "Estudos verificaram um aumento da produção e liberação da serotonina e dopamina, hormônios responsáveis pela sensação de prazer e alegria, após 15 a 20 minutos de interação com o cão", reitera a psicóloga Cristiane Blanco.

Ajuda no tratamento de paralisias

A pet terapia pode ajudar na reabilitação de pacientes de um derrame cerebral, vítimas de acidentes ou portadores de paralisia cerebral, entre outros quadros que envolvem a paralisia. São casos que envolvem muita fisioterapia e também uma queda de autoestima dos pacientes, portanto a interação com os bichos pode ser fundamental para evoluir a parte motora e também atuar no aspecto emocional do paciente. ?As crianças com paralisia cerebral se beneficiam demais, principalmente nos aspectos cognitivos, motores e emocionais?, relata Paula Lopes, neuropsicóloga da Abrahipe. Os cães, por exemplo, podem ser usados durante os exercícios inclusive, o que tira o foco do tratamento para a doença, e o torna uma brincadeira, mesmo parao adulto.
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26.8.14


A OMS ADVERTE: A Depressão é a doença mais frequente na adolescência

A OMS define depressão como um transtorno mental comum, caracterizado por tristeza, perda de interesse, ausência de prazer, oscilações entre sentimentos de culpa e baixa autoestima, além de distúrbios do sono ou do apetite. Também há a sensação de cansaço e falta de concentração.

    A depressão é a principal doença e motivo de inaptidão entre os adolescentes, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (14/5) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que cita acidentes de trânsito, Aids e suicídio como as principais causas de morte entre 10 e 19 anos. "A depressão é a causa predominante de doença entre os adolescentes", afirma a OMS no primeiro relatório completo sobre os problemas de saúde dos adolescentes, elaborado com os dados fornecidos por 109 países. Além disso, ela é a maior causa de suicídio entre os jovens.



A depressão pode ser de longa duração ou recorrente. Na sua forma mais grave, pode levar ao suicídio. Casos de depressão leve podem ser tratados sem medicamentos, mas, na forma moderada ou grave, as pessoas precisam de medicação e tratamentos profissionais. A depressão é um distúrbio que pode ser diagnosticado e tratado por não especialistas, segundo a OMS. Mas o atendimento especializado é considerado fundamental. Quanto mais cedo começa o tratamento, melhores são os resultados.
Vários fatores podem levar à depressão, como questões sociais, psicológicas e biológicas. Estudos mostram, por exemplo, que uma em cada cinco mulheres que dão à luz acaba sofrendo de depressão pós-parto. Especialistas recomendam que amigos e parentes da pessoas que sofrem de depressão participem do tratamento.
Em 1992, a Federação Mundial para Saúde Mental lançou o Dia Mundial de Saúde Mental na tentativa de aumentar a conscientização sobre as questões na área e estimular a discussão sobre os transtornos mentais e a necessidade de ampliar os investimentos na prevenção, na promoção e no tratamento. Mais informações podem ser obtidas no site da OMS.

 Mais de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo! vamos ajudar a divulgar para que a política de saúde do nosso País invista mais em tratamento e divulgação da doença! Apenas 10 por cento de pessoas com depressão no Brasil, recebem tratamento adequado, pois são na maioria dos casos atendidos pela rede particular!



24.8.14

15 coisas que você não deve dizer para alguém que está lutando contra a depressão


1. “Outras pessoas estão numa situação muito pior do que a sua.”
   Outra pessoa com problemas não faz com que os seus problemas desapareçam.
O que você deveria dizer em vez disso: sinto muito que você esteja sofrendo. Como eu posso te ajudar?

2. “Você se sentirá melhor amanhã.”

   Isso não é justo e coloca muita pressão em uma pessoa que já está lutando todos os dias para encontrar a luz de novo. Depressão não é algo que vai embora da noite para o dia
O que você deveria dizer em vez disso: leve um dia de cada vez, e eu vou estar aqui durante todos eles.

3. “A vida não é justa.

Isso está, mais uma vez, minimizando os sentimentos dessa pessoa. Tá, a vida pode não ser justa, mas isso não vai ajudá-la a se sentir melhor em relação a situação dela.

O que você deveria dizer em vez disso: sinto muito que isso aconteceu com você, mas nós podemos e IREMOS superar isso.

4. “Você tem que aprender a lidar com isso.”

As pessoas que lutam contra a depressão ESTÃO lidando com isso… todos os dias… da melhor forma que podem. Dizer isso acaba com eles e pode fazer com que se sintam como se não valessem nada.

O que você deveria dizer em vez disso:
 você não tem que lidar com isso sozinho. Eu estou aqui por você.

5. “A vida continua.”

É, a vida continua sim, mas para alguém que está lidando com a depressão, pode parecer que eles estão presos e sem saída. Esta pessoa provavelmente tem dificuldades para imaginar conseguir passar por mais um dia, quem dirá uma semana inteira.
O que você deveria dizer em vez disso: você tem muitas razões para viver, e eu estarei aqui com você para te ajudar a redescobrir essas coisas.

6. “Eu sei como você se sente, eu estive deprimido uma vez.”

Isso pode até ser óbvio, mas os sentimentos de duas pessoas nunca são exatamente iguais. Isso pode fazer com que eles sintam que você está minimizando seus sentimentos e sua luta. Nem todo mundo lida com coisas da mesma forma, e isso também acontece no caso da depressão. E vale lembrar que depressão é muito mais que um mau humor ou um dia ruim.
O que você deveria dizer em vez disso: eu posso só tentar imaginar o que você deve estar passando, mas vou tentar entender da melhor forma possível.

7. “Você está sendo egoísta.”

É bem provável que uma pessoa lutando contra a depressão já esteja sendo extremamente dura consigo mesma. Elas não precisam que você também as deixe para baixo. E lembre-se — depressão não é uma escolha. Elas não estão escolhendo fazer isso.
O que você deveria dizer em vez disso: eu sinto muito a sua falta. O que eu posso fazer para te ajudar?


8. “Saia, vá se divertir, beba alguma coisa e esqueça disso.”

Uma noitada não é cura para depressão. São cem dias ruins, tudo de uma vez, aparentemente sem saída.
O que você deveria dizer em vez disso: eu ia adorar passar um tempo com você, e estou mais que disposto a ser um ombro amigo. Que tal a gente ir tomar um café e jogar conversa fora?

9. “Você está me deixando cabisbaixo.”

De novo, repita comigo: depressão não é uma escolha. Uma pessoa lutando contra a depressão pode se sentir incapaz. Eles estão batalhando para se ajudar; a última coisa de que precisam é da preocupação e dor extra de tentar te ajudar.
O que você deveria dizer em vez disso: me dói te ver tão para baixo. O que eu posso fazer para ajudar?

10. “E você lá tem motivos para estar deprimido?”

A depressão nem sempre é causada por um acontecimento traumático ou triste. Às vezes, simplesmente acontece. Isso não a torna menos séria.

O que você deveria dizer em vez disso:
 me desculpe por não ter notado que você estava tendo um momento difícil — eu estou aqui agora.


11. “Pare de sentir pena de si mesmo.”

Existe uma grande diferença entre sentir pena de si mesmo e lutar contra a depressão, embora algumas vezes os dois aconteçam juntos.
O que você deveria dizer em vez disso: eu estou vendo que você está com dificuldades, e isso me deixa chateado. O que eu posso fazer?

12. “Você precisa dar uma corrida.”

Embora exercícios possam ajudar a combater dias ruins, quando alguém está lutando contra a depressão às vezes pode ser difícil até se levantar da cama.
que você deveria dizer em vez disso: eu preciso de um parceiro para andar! Você sairia para fazer uma caminhada comigo?


13. “Você só precisa sair de casa!”

De novo, para alguém lutando contra a depressão, sair de casa pode parecer algo quase que impossível. E mesmo que o façam, sair de casa não “resolve” a depressão.
O que você deveria dizer em vez disso: eu não gosto de pensar em você lidando com isso sozinho. Talvez eu possa passar aí ou a gente poderia ir a algum lugar juntos.


14. “Todo mundo está lidando com a vida, então por que você não pode?”

Depressão não é uma escolha. Não é uma escolha. Acontece. E quando acontece, ela vai afetar qualquer um e cada um de forma diferente.
O que você deveria dizer em vez disso: você parece estar passando por tempos difíceis, isso vai passar e eu só quero que saiba que estou aqui.


15. “Você é forte, você vai ficar bem.”

Depressão faz qualquer um se sentir fraco e impotente.
O que você deveria dizer em vez disso: eu acredito em você, e eu sei que conseguirá sair dessa. Eu estarei aqui em todos os momentos desse processo.
Se você ou alguém que conhece está lutando contra depressão, saiba isso tem cura e há ajuda disponível. Você pode procurar ajuda profissional (não se intimide, muita, muita gente faz isso). Alguns lugares da sua cidade oferecem serviços de tratamento gratuito, como o Instituto de Psiquiatria da USP.
Você não está só...somos milhões!!!